Categoria ‘Comportamento’

PostHeaderIcon Brinquedo e Infância

jogo-de-basquete
O brinquedo é um objeto que deve ser analisado com cuidado e tentando mesmo uma aproximação científica, quando falamos de Educação de Infância. Podemos considerar o brinquedo como objeto, ou como atividade. Henri Wallon definiu jogo como a atividade cuja finalidade se esgota em si mesma. O lazer tem um papel de aprendizagem, na espécie humana, pela observação e imitação. Em boa medida é isso que faz a criança quando brinca: aprende. Aprende cantando, picotando, desenhando, convivendo. Enquanto objetos, os brinquedos têm de permitir a aprendizagem e o divertimento. Um verdadeiro brinquedo é um elemento educativo. Os brinquedos têm uma importância crucial no desenvolvimento psicológico. É curioso que a criança humana, independentemente do local, época ou cultura envolvente, sempre procurou (e procura) brincar e ter brinquedos (que podem ser baratos). Esta noção está de acordo com o essencial da tese de Jean Piaget, segundo o qual a criança humana se desenvolve de uma forma idêntica. Há jogos em que os brinquedos dependem totalmente da fértil imaginação humana (não só da infantil): são os jogos de “faz-de-conta”. Muitas vezes, crianças pobres “fazem de conta” que um mero arame em forma de roda é um automóvel. Isto significa que a criança não necessita de brinquedos caros, embora, naturalmente, os aprecie! Sabe-se que na Grécia e em Roma havia barcos e espadas de madeira, bem como bonecas, para meninas. Na Idade Média houve, por exemplo, fantoches. Até à Revolução Industrial, os brinquedos eram caseiros ou feitos de forma artesanal, tal como continuam a ser nos países pobres. Durante o século XX já se registou um enorme crescimento da produção de brinquedos pela indústria, tal como em todas as outras áreas da fabricação de objetos. Como notas finais diria que os brinquedos não são, muitas vezes, tratados de forma pedagógica, mas (mais uma vez) como meros produtos industriais destinados à obtenção de lucros. Assim, o “brinquedo” que nada faz evoluir a criança, prolifera! Trata-se de um falso brinquedo! Imitações de armas, por exemplo, são nocivas, porque induzem comportamentos agressivos. O material de que é feito o “brinquedo” ? temos tido notícias desse assunto com abundância ? também é importante, pois há materiais tóxicos em “brinquedos”. Ora, os verdadeiros brinquedos nunca poderão intoxicar fisicamente uma criança! Por último, refira-se que é horrível que em certos países sejam crianças, em regime de trabalho infantil, sem qualquer tipo de direitos, como a escolaridade, quem fabrica os brinquedos para uso de outras crianças.

Maria Gabriel Cruz
Univ. de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Vila Real – PT

PostHeaderIcon Dormir fora de casa – Como os pais podem proceder

dormir-fora-de-casa

As crianças normalmente são convidadas para festas do pijama, passar a noite na casa de um coleguinha de aula ou com um parente. No geral, entre seis e oito anos, qualquer criança vai estar preparada para estas aventuras, que irão partilhar confidências e jogos, descobrindo uma forma diferente de interagir com seus amigos fora do ambiente do lar e da escola. Além disso, deixar uma noite fora é uma maneira de mostrar que você confia nele, algo que vai reforçar a sua autoestima.

Antes dele sair de casa, enquanto prepara as coisas que vão levar para a casa do amigo ou parente, dê-lhe orientações de como se comportar e cumprir com suas responsabilidades pessoais e sociais.

Converse com os pais do amigo sobre as rotinas do seu pequeno, o que ele faz antes de ir dormir, refeições que ele não gosta ou como resolver as dificuldades que possam surgir.

Embora ele adore a ideia, você não pode deixar de levar em conta que durante a noite ele pode sentir saudades e chorar, toda criança precisa de um tempo para se adaptar a novas situações, isso indica que ele ainda não está preparado completamente para essa experiência.

Se isso acontecer com o seu filho, fale com ele e pergunte quais os seus medos, é bom que você o acompanhes nas próximas partidas, de pouco a pouco, você vai ver ele ir se desvinculando. Lembre-se também que a superproteção não favorece o seu desenvolvimento, é importante você não exagerar no controle experiência da criança, pois ele pode sentir sua insegurança, e ele mesmo se tornar inseguro.

Dê ao seu filho a oportunidade de viver suas próprias experiências, pois isso vai ajudar a promover a sua autonomia e habilidades sociais, além disso, ele passar a noite fora de casa será inesquecível.

Ikids

PostHeaderIcon Crianças superdotadas

superdotados

Em geral, as crianças que se destacam no plano intelectual distinguem-se também do comum no plano físico. Começam a falar e a andar geralmente mais cedo que os outros bebês, e muito cedo se mostram hábeis em manipular os objetos e destras nos jogos de construção. Antes de tudo, a criança superdotada é perfeitamente equilibrada em seu comportamento social.

Algumas características intelectuais que se manifestam nessas crianças são:

– Uma extensão de vocabulário maior, e emprego de termos mais apropriados em idade menor que as outras crianças;
– Construção e emprego de frases em idade precoce;
– Aptidão precoce a assimilar o calendário e a ver as horas;
– Sentido de observação muito desenvolvido e faculdades incomuns de memória;
– Curiosidade insaciável;
– Interesse precoce pelos livros ilustrados;
– Faculdade de atenção excepcional;
– Curiosidades e interesse precoces pelas relações de causa e efeito;
– Aquisição rápida de fórmulas sutis de linguagem em idade muito tenra;
– Interesse pela leitura e capacidade de leitura superior à média.

Elas às vezes são capazes de aprender a ler com pouca idade,  em muitos casos, nos anos que antecedem a escolaridade. Suas faculdades de leitura são tão amplas, que em geral conseguem assimilar o programa da escola na metade do tempo necessário a seus colegas.

O termo superdotado pode aplicar-se a uma criança que manifeste dons excepcionais nas artes de criação