Categoria ‘educação infantil’

PostHeaderIcon Dormir fora de casa – Como os pais podem proceder

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As crianças normalmente são convidadas para festas do pijama, passar a noite na casa de um coleguinha de aula ou com um parente. No geral, entre seis e oito anos, qualquer criança vai estar preparada para estas aventuras, que irão partilhar confidências e jogos, descobrindo uma forma diferente de interagir com seus amigos fora do ambiente do lar e da escola. Além disso, deixar uma noite fora é uma maneira de mostrar que você confia nele, algo que vai reforçar a sua autoestima.

Antes dele sair de casa, enquanto prepara as coisas que vão levar para a casa do amigo ou parente, dê-lhe orientações de como se comportar e cumprir com suas responsabilidades pessoais e sociais.

Converse com os pais do amigo sobre as rotinas do seu pequeno, o que ele faz antes de ir dormir, refeições que ele não gosta ou como resolver as dificuldades que possam surgir.

Embora ele adore a ideia, você não pode deixar de levar em conta que durante a noite ele pode sentir saudades e chorar, toda criança precisa de um tempo para se adaptar a novas situações, isso indica que ele ainda não está preparado completamente para essa experiência.

Se isso acontecer com o seu filho, fale com ele e pergunte quais os seus medos, é bom que você o acompanhes nas próximas partidas, de pouco a pouco, você vai ver ele ir se desvinculando. Lembre-se também que a superproteção não favorece o seu desenvolvimento, é importante você não exagerar no controle experiência da criança, pois ele pode sentir sua insegurança, e ele mesmo se tornar inseguro.

Dê ao seu filho a oportunidade de viver suas próprias experiências, pois isso vai ajudar a promover a sua autonomia e habilidades sociais, além disso, ele passar a noite fora de casa será inesquecível.

Ikids

PostHeaderIcon Dona Joaninha – Interpretação de texto para alfabetização

 Desenho de joaninha

Dona Joaninha

Olá, eu sou a Dona Joaninha, tenho seis patinhas que me levam  por aí.

Na minha cabeça tenho duas antenas para sentir o cheiro e gosto das coisas.

Minha comida preferida são outros insetos, alguns destes insetos que servem para me alimentar fazem mal às plantas.

Por isso muitos agricultores, aquelas pessoas que plantam e colhem, acham que eu sou benéfica, pois eu ajudo a diminuir o número de pragas e as plantinhas crescem felizes e dão muitos frutos.

Eu posso viver até cento e oitenta dias, cerca de seis meses, mas não sei se vou viver tanto assim, é que tem muito agricultor e até mesmo nas casas das pessoas, que passam veneno nas plantas, os chamados agrotóxicos, para matar os insetos que prejudicam as plantas e eu, que não faço mal a ninguém, acabo morrendo também.

Eu acho que não deveriam usar tanto veneno assim, eu e muitos outros insetos amigos meus, ajudam a acabar com várias pragas.

Os agricultores podiam nos contratar para acabar  com os inimigos das plantas, ia ser melhor para todo mundo, inclusive para o próprio ser humano,  já que não ia ter veneno na comida que ele come.

Mas já que isso nem sempre acontece, é bom lavar muito bem todas as verduras antes de comer, isso para ninguém correr o risco de ficar doente ou intoxicado.

Quantas patinhas tem a Dona Joaninha?

Para que servem as antenas da Dona Joaninha?

Porque a Dona Joaninha é benéfica para a agricultura?

Porque os agricultores não devem usar muito veneno?

Porque devemos lavar muito bem todas as verduras?

 

PostHeaderIcon A importância do brincar para o desenvolvimento da criança

educação infantil

“Brincando a criança desenvolve importantes capacidades, torna-se criativa e atenciosa, imita, memoriza, imagina e amadurece”

Brincar é inerente ao ser humano: brincamos quando crianças, quando adultos e quando idosos, pois brincar é uma ação contínua que envolve pensamento-ação-reação.
O universo infantil está presente em cada um de nós. As experiências da infância deixam profundas marcas em nossas vidas e, mesmo sem sabermos disso, as trazemos nos gestos, nas falas e nos costumes. Os brinquedos, as brincadeiras e o brincar integram esse leque de experiências vividas por nós, seres humanos.
Brincar para a criança é a mais clara expressão de sua realidade, pois é por meio dessa ação que ela desenvolve seu raciocínio lógico, suas habilidades, seu pensamento e sua criatividade, ou seja, o brincar é essencial às crianças por seu papel no desen-volvimento, na aprendizagem e no próprio bem estar. Ele revela de diversas formas que tem poder terapêutico natural, além de constituir na promoção do desenvolvimento infantil, nas esferas emocional, cognitiva, social, moral e motora.
A criança usa o brincar para se comunicar, se entender, se desenvolver, enfim, para viver. Assim, para que a criança cresça e se desenvolva com liberdade de expressão, criatividade e autonomia, é importante que se faça presente em seu desenvolvimento um suporte capaz de permitir diversas experiências e a utilização de recursos que possibilitem a satisfação de suas necessidades prioritárias, a expressão de seus anseios, desejos, sentimentos, vontades e desagrados, bem como a interação ao meio coletivo com crescente autonomia e socialização.
Brincando a criança desenvolve impor-tantes capacidades, torna-se criativa e atenciosa, imita, memoriza, imagina e amadurece, também, algumas capacidades de socialização por meio da interação e da utilização e experimentação de regras e papéis sociais.
Para a criança, brincar é a oportunidade de obter inúmeros benefícios, dentre os quais se incluem sentir prazer, não importando o papel que desempenha na brincadeira; estar livre dos comandos dos adultos, podendo, assim, elas próprias, comandarem, esco-lherem, formularem regras e assumirem o seu espetáculo da maneira que for melhor para elas; descobrir o mundo; sentir-se feliz e estimulada a descobrir o mundo, inves-tigando, testando, analisando, identificando, interpretando e explorando relações de causa e efeito; aprender brincando em qualquer área da vida; desenvolver a auto-estima.
Assim, o brincar é o fazer em si, um fazer que requer tempo e espaço próprio, que se constitui de experiências culturais, que é universal e próprio da saúde, porque facilita o crescimento, conduz aos relacionamentos grupais, podendo ser uma forma de comunicação consigo mesmo e com os outros.
O brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento e a educação das crianças. Ao proporcionar brincar cria-se um espaço no qual as crianças podem experimentar o mundo, interpretar, significar e compreender de maneira ativa e prática os comportamentos, usos, costumes e sentimentos do homem.
É dever do adulto defender o brincar como um acontecimento relevante para o pleno desenvolvimento da criança, além de deixá-la explorar livremente o brinquedo, mesmo que a exploração não seja a que esperávamos. Não nos cabe interromper o pensamento da criança ou atrapalhar a simbolização que está fazendo. Devemos nos limitar a sugerir, a estimular, a explicar, sem impor nossa forma de agir, para que a criança aprenda descobrindo e compreendendo, e não por simples imitação. A participação do adulto é para ouvir, motivá-la a falar, pensar, inventar e reinventar, criar e recriar.
Para Piaget os professores podem colaborar com as crianças proporcionando os materiais apropriados, mas o essencial é que, para que uma criança entenda, ela mesma construa, reinventando. Cada vez que ensinamos algo a uma criança estamos impedindo que ela descubra por si mesma. Por outro lado, aquilo que permitimos que descubra por si mesma, permanecerá com ela.
Observar as crianças brincando à nossa volta nos leva a refletir sobre a forma como poderemos contribuir com o seu desen-volvimento pessoal e social, ou seja, como poderemos oportunizar um processo de troca, partilha, confronto e negociação; propiciar novas conquistas individuais e coletivas; levar a aprender a competir, a cooperar e a conviver como ser social; e a ter a oportunidade de vivenciar concretamente a elaboração e negociação de regras de convivência.
Enfatizamos que o ato de brincar é uma das atitudes mais importantes que o adulto pode assumir em relação à criança, para contribuir com o seu desenvolvimento. É permitir que ela seja criança, nada mais nada menos que criança, e que brinque, brinque muito.
É no brincar e, somente no brincar, que o indivíduo, criança e adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu (self).
Fazendo uso das palavras de Chateau, “uma criança que não brinca, uma miniatura de velho, será um adulto que não saberá pensar”.

Professora pós-doutora – Cleide Vitor Mussini Batista